Greta Van Fleet repercute sobre o ser humano e a natureza em novo álbum

12:48 AM


Greta Van Fleet - Foto: divulgação

“The Battle At Garden’s Gate” representa fortemente o crescimento pessoal e espiritual do grupo, bem como no aprofundamento da compreensão pelas lutas e desigualdades que outros estão enfrentando.

Por: Ingrid Natalie (instagram: @femalerocksquad)

Greta Van Fleet finalmente lançou "The Battle At Garden's Gate" nesta última sexta-feira, 16/04. Era um disco muito aguardado pelos fãs que ansiavam por saber qual sonoridade que a banda iria seguir após uma atmosfera mais setentista e progressiva em "Anthem Of The Peaceful Army" (2018). Em linhas gerais, o novo registro de inéditas do quarteto de Frankenmuth sinaliza para uma fase, um som mais maduro e com identidade única. No entanto, algo que permanece forte são os incríveis solos de guitarra de Jake e o impressionante alcance vocal de Josh.

A banda começou a gravar "The Battle At Garden's Gate" já no final de 2018 e o baixista Sam havia dito que o álbum sairia em meados de 2019. Alguns eventos aconteceram e o lançamento ficou para quase dois anos e meio depois, porém o resultado do trabalho, que teve a produção de Greg Kurstin, foi absolutamente primoroso.  

O primeiro single do álbum, "My Way, Soon", foi lançado antes do álbum em outubro de 2020 e liderou a parada de rock da Billboard Mainstream em janeiro de 2021. É provavelmente a música mais radiofônica do álbum. Muito bem construída. 


"Heat Above" abre o disco ditando a temática que trata sobre o planeta Terra e o envolvimento do ser humano com a preservação da natureza. A sonoridade da música caminha para um soft rock que o teclado, violão e até orquestra. 


"Tears Of Rain" segue também uma temática reflexiva, de salvação humana. Em entrevista exclusiva para o G1, Josh afirma que a música foi inspirada durante a passagem da banda pelo Brasil. Ele diz que visão de uma favela no Rio de Janeiro foi marcante. "Eu nunca vi uma coisa assim", comenta o vocalista. "Acho que a pobreza chocou a gente." 

A suavidade da guitarra logo no início de "Broken Bells" juntamente com a perfeita entrada da bateria, dá uma sensação intimista, como se os instrumentos estivessem conversando diretamente com o ouvinte. Josh escolhe um tom mais cadenciado para sua voz declarando uma letra bastante reflexiva até o estouro no refrão. A música vai crescendo e chega ao clímax no magnífico solo de Jake. 

"Built By Nation" é uma de grande destaque do disco para quem aprecia rock contemporâneo, mas com aquele gostinho vintage. É claramente perceptível a influência de Jimi Hendrix. Dois ponto marcantes são a virada de bateria, extremamente precisa, e  groove de baixo inigualável de Sam Kiszka.

Atualmente, a relação do homem com a tecnologia é perigosa e altamente viciante, essa foi a abordagem de "Age Of Machine". O instrumental da música traz muitas referências da psicodelia do rock progressivo. 


"Stardust Chords" ganha grande destaque principalmente na segunda metade da música com o quarteto de cordas e backing vocals. "Light My Love" explora a sonoridade do piano e uma atmosfera mais calma. Em contrapartida, "Caravel" volta com uma guitarra mais poderosa e seria a melhor exemplificação dos principais elementos do Greta Van Fleet. 

A psicodelia está presente em "The Barbarians" evidenciando novamente a guitarra, bem como a performance Dan Wagner que se entrega com muita força a bateria. Já finalizando o álbum temos "Trip the Light Fantastic", onde se percebe um belíssimo coro, e "The Weight Of Dreams" que são novo minutos esplêndidos que culminam em uma belíssima explosão de técnica de Jake Kiszka que definitivamente é um dos grandes guitarristas da sua geração. 

"The Battle At Garden's Gate" é um álbum bastante coeso em sua proposta e claramente aponta para um amadurecimento de Jake, Josh, Sam e Danny que a cada trabalham procuram ousar musicalmente. 

Ouça o álbum na íntegra: 

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