Catavento leva toda a sua psicodelia para o palco do Lollapalooza Brasil

1:00 PM

Catavento - Foto: Rodolfo
A banda está em intensa divulgação do terceiro registro de estúdio "Ansiedade Na Cidade" e prepara um grande show para o Lollapalooza Brasil 2019.

Texto: Ingrid Natalie (instagram: @femalerocksquad)

Uma das definições de Catavento está em "indivíduo inconstante" ou "gerador de movimento".  E sem dúvida o grupo nascido em 2013 na cidade de Caxias do Sul vem firmando o seu espaço como um dos expoentes da onda que colocou a psicodelia mais uma vez em evidência na produção nacional e provocando uma verdadeira experimentação musical. A banda conta em sua formação atual com Leo Sandi (guitarra/vocal), Leo Lucena (guitarra/baixo/vocal), Du Panozzo (baixo/guitarra/vocal), Johnny Boaventura (teclado/vocal), Lucas Bustince (bateria/percussão) Francisco Maffei (efeitos/teclado/guitarra/vocal) e Jonas Bustince (percussão/efeitos/bateria).

Em 2018 lançaram “Ansiedade Na Cidade” (Natura Musical/Honey Bomb Records) seu mais recente e elogiado terceiro disco. A banda explica que o principal intuito deste álbum foi a honestidade com a essência dos músicos, abordando temas íntimos e que frequentemente nos atingem. "Ansiedade Na Cidade" traz de volta influências psicodélicas dos dois primeiros discos “Lost Youth Against The Rush” (2014) e "CHA" (2016), mas acrescenta pitadas de jazz, grooves e melodias em português.

Recentemente, a banda foi escalada para tocar no dia 06 de abril no Lollapalooza Brasil. Veja a nossa entrevista com Leo Sandi que nos contou sobre o momento atual da banda e a expectativa para o show em um dos maiores festivais do país: 

FRS: Primeiro, para quem está conhecendo o trabalho da banda, nos conte do início. Como vocês se conheceram e quais são as principais influências da banda?

Leo Sandi: Nos conhecemos ainda da época de adolescência, onde todos nós tínhamos suas bandas e seus projetos, tudo foi se juntando de maneira meio fluída e chegou na Catavento, onde a gente se encontrou na sonoridade do nosso primeiro álbum, que tinha uma pegada de rock e punk de garagem e composições em inglês, daí a gente foi indo pra várias vertentes do som, misturando psicodelia clássica com punk, com grunge, até chegar na mistura dessas coisas com groove, jazz, música brasileira. A gente curte coisas estranhas e também misturar coisas que todos nós gostamos com algo que faça as pessoas se mexerem de alguma maneira.

FRS: Vocês lançaram seu terceiro disco "Ansiedade Na Cidade" em 2018. Em quais aspectos este registro foi mais desafiador do que “Lost Youth Against The Rush” (2014) e "CHA" (2016)?

Leo Sandi: Cada álbum é um desafio novo, de encontrar uma sonoridade que nos agrade e deixe confortável pra seguir fazendo som e evoluindo. Nesse álbum a gente buscou referências que a gente não tinha antes em sonoridade mas principalmente buscamos falar de assuntos do nosso dia a dia e que afetam a maioria das pessoas como ansiedade, vazio, solidão, relações consigo mesmo e com o outro, o desejo de querer seguir sonhando e o peso dessa escolha. Cada passo da caminhada tem seus desafios e também suas contemplações.

FRS: Como funciona o processo de composição para a Catavento? Algum membro é responsável pela melodia e outro a letra, ou é um processo colaborativo?

Leo Sandi: No geral é um processo colaborativo, algumas vezes alguém chega com uma música mais inteira e outras vezes pela metade e a gente vai lapidando junto, ensaiando, gravando ensaio, fazendo demos, pensando em casa, escrevendo sozinhos e segue juntando... eu por exemplo tenho o hábito de compor em casa e chegar com uns sons no ensaio e daí a galera vai botando um pouco de si em cada parte do som, da forma que fluir. Mas não tem uma regra definida pra como sai os sons. Espero que rolem maneiras cada vez mais estranhas de a gente seguir compondo juntos.

FRS: Qual faixa de "Ansiedade Na Cidade" mais representa o momento atual da carreira da Catavento e por que? 

Leo Sandi: Não sei, acho que o álbum todo se complementa nesse sentido, o que representa o momento atual é fazer música nova e não parar de criar também.


Veja o clipe oficial de "Panca Úmida"


FRS: Vocês irão se apresentar no sábado 06/04, no Lollapalooza Brasil. Como foi a reação da banda ao receber o convite para tocar no festival e como está sendo a preparação para o show?

Leo Sandi: É nossa primeira vez no festival. Ser chamado para tocar no Lollapalooza é uma grande honra. Tipo, apesar de sermos uma banda ''nova'' já estamos no nosso terceiro disco, então estar no line up pra quem vê de fora pode soar mais como um reconhecimento por um bom disco ou coisa do tipo mas pra nós também se torna a realização de um sonho, uma conquista por não ter desistido de fazer música e de sonhar mesmo com as partes difíceis que envolvem viver da música e ate no país. É mais um passo em uma longa caminhada onde o processo é lento e é necessário estar sempre plantando pra poder colher de vez em quando.

FRS: O que os fãs podem esperar do show no Lollapalooza Brasil? 

Leo Sandi: Um show sempre é diferente do outro, de alguma maneira. Vamos explorar de maneiras diferentes nosso repertório. Com certeza vai ser um show que a gente nunca fez antes. Ainda não sabemos ao certo se vamos tocar músicas dos dois primeiros álbuns porque realmente o último disco tem sido nosso foco de trabalho e o tempo corre nesses shows de festival. Então o set tem que ser muito bem pensado pra conseguir explorar cada momento dele. Ainda vamos anunciar bastante coisa massa nas nossas redes até o Lolla. Tem bastante material pra sair então é bom ficar esperto no nosso face e nosso insta @cataventocha. O resto é surpresa, tem que colar. Pra quem for, chegue cedo pra nos assistir. 

FRS: Quais shows vocês também aproveitarão para assistir no dia?

Leo Sandi: Tomara que role assistir vários... No dia que tocamos quem sabe Lenny kravitz, Jorja Smith, Bring Me The Horizon, Duda Beat e por aí vai.

FRS: Quais serão os próximos passos da banda para o restante de 2019? 

Leo Sandi: A gente tem muita vontade de estar sempre criando. Ainda estamos vivendo o ciclo do ''Ansiedade na Cidade'', que saiu em agosto do ano passado, então a tour que a gente tá fazendo e vai continuar, com mais datas a serem anunciadas em breve, vai seguir na pegada desse disco, que basicamente compõe nosso set ao vivo. Além de explorar novas possibilidades de turnês, a gente já começou a fazer música nova, queremos lançar nosso quarto disco ainda nesse ano, se possível. Então a ideia é explorar o ANC - ainda tem mais clipes pra sair e várias outras paradas legai que esse disco ainda pode nos oferecer e pra galera. Mas em meio a isso não queremos parar de fazer música nova. O objetivo é sempre evoluir, como pessoas, musicalmente, gravações, shows ao vivo, imagem, luz, cores. E principalmente se conectar com as pessoas cada vez mais. Acredito que essa é a parte mais importante e ter uma banda passa muito por isso também - botar seu som no mundo, dar a cara a tapa, trocar conhecimento e energia com as pessoas, sentir a si mesmo e o outro cada vez mais.


Ouça "Ansiedade Na Cidade" na íntegra:




O festival chegou ao Brasil em 2012 e desde 2014 acontece no Autódromo de Interlagos em uma área de 600 mil metros quadrados, onde as apresentações acontecem em quatro palcos simultâneos. Em 2018, o Lollapalooza Brasil teve seu recorde de público. Nos três dias de festival, 300 mil pessoas lotaram o Autódromo de Interlagos e vivenciaram uma experiência única com mais de 70 atrações nacionais e internacionais.

A oitava edição deste que é um dos mais importantes eventos de música e experiência do mundo, contará com os headliners Arctic Monkeys, Tribalistas, Sam Smith e Tiësto no dia 5 de abril; Kings of Leon, Post Malone, Lenny Kravitz e Steve Aoki, no dia 6 de abril; Kendrick Lamar, TWENTY ØNE PILØTS e Dimitri Vegas & Like Mike no dia 7 de abril.

As entradas para o Lollapalooza Brasil 2019 podem ser adquiridas pelo site www.lollapaloozabr.com, bilheteria oficial (sem taxa de conveniência – Credicard Hall, em São Paulo) e nos pontos de venda exclusivos: Km de Vantagens Hall Rio de Janeiro e Km de Vantagens Hall Belo Horizonte.

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