Laranja Oliva estreia 'Carta da Terra'

2:00 PM

Laranja Oliva - Foto: Guilherme Brito
Produzido, gravado e distribuído de maneira sustentável, segundo álbum do grupo faz referência à declaração de princípios éticos da ONU

A Laranja Oliva lançou na na última sexta-feira, 23/02,  "Carta da Terra". Segundo disco da banda faz referência à declaração de princípios éticos da ONU e destaca a importância de vivermos em harmonia com nós mesmos, com aqueles que nos cercam e, principalmente, com a natureza. 

Produzido por Hugo Silva e gravado no Estúdio Family Mob, em São Paulo, álbum tem influências de artistas como Elza Soares, Baiana System, Emicida e Lenine, sendo considerado o primeiro na história da música brasileira com proposta ambientalmente sustentável. "O álbum é a materialização do que a gente acredita como base para seguir com os nossos dias, uma experiência transformadora que impactou diretamente nossas vidas. Dizer que é o primeiro álbum sustentável do mundo parece soar pretensioso, mas não encarar dessa maneira também reduz a importância que ele tem e nós não podemos deixar de frisar isso: produzir de maneira sustentável é possível - seja um disco, uma roupa, uma embalagem, uma ideia. É hora de mudar, de evoluir, transmutar. E esse disco é o convite, a oportunidade", explicam.

Somando 10 faixas e 3 interlúdios - todos incluindo fragmentos de textos do Leonardo Boff - "Carta da Terra" inicia-se com "Alface". Faixa apresenta a visão do agricultor. Mesmo plantando, cuidando e colhendo o alimento, muitas vezes ele é esquecido pelo consumidor final. Em seguida, com toques de funk e maracatu, "Treze" traz questões mais profundas da vida. Entre elas, tecnologia e vício virtual. Já a faixa "Plástico" retrata a crise mundial e os meios de produção em massa que estão destruindo nosso planeta.

Intitulada pelo grupo como "música brasileira raiz", "Wei-Ji" tem a participação de um coral com 500 crianças, de 5 à 12 anos de idade. A letra, sobre uma pessoa que vive na atualidade e busca livrar-se do sofrimento, alerta que "não existe caminho para a paz, a paz é o caminho". Assista a a uma versão ao vivo da música: 


"Rocha" é uma bagunça generalizada de timbres de sucatas e synths modernos. Agressiva e engraçada, percorre pelo trashcore, dub e funk carioca. É uma maneira de rir diante do desespero.

Em "Amora", Laranja Oliva relata um relacionamento rápido e intenso, que cultivou planos para o futuro, mas acabou. A faixa abusa das percussões e resulta em uma mistura de rock brasileiro com macumbacore.

"Lua" é uma balada mais leve, ideal para soltar o corpo no vento, tomar banho de cachoeira e sentir a imensidão. Um salto no cosmos, para acalmar e afirmar que, embora relacionamentos terminem, o amor não. Acompanhada de violão e contrabaixo, "Fogo" é choro, saudade e desabafo. Da união entre o rock clássico e progressivo a faixa "Espiral" que conta com a participação de Victor Meira, vocalista do Bratislava.

"Cosmos", com participação do duo Diretriz, fecha o disco com um rap melódico e faz um resumo de tudo. Do Big Bang até as segundas-feiras. "Somos um acidente estrelar e isso é lindo. Essa música, sem dúvida, é a que mais retrata o nosso retiro espiritual dentro do estúdio, dando vida ao "Carta da Terra". Foi uma experiência inenarrável... Jovens caipiras se arriscando em algo muito maior: um sonho, uma filosofia, uma busca incessante por respostas que nunca teremos, mas, também, a certeza de que, se estivermos juntos, estaremos bem", finalizam.

Ouça "Carta da Terra" na íntegra:

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