Royal Dogs aposta em sonoridade mais agressiva no novo álbum

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Quarteto de São Luís do Maranhão promete fazer você "ficar fora de controle" com o novo álbum “Tattoo You”

Por: Ingrid Natalie (twitter: @ingridnatalie)

Que o Nordeste sempre teve uma enorme significância para música, isso não é nenhuma novidade. Porém, é notória uma nova onda de grupos nascidos na boa terra que vêm ganhando cada vez mais o Brasil. O Royal Dogs integra essa seleta lista dos principais nomes do rock nordestino ao lado de bandas como  Far From Alaska, Selvagens à Procura de Lei e Vivendo do Ócio. Originado em 2013 em São Luís do Maranhão, o quarteto conta em sua formação atual com Laila Razzo (voz), Felipe Hyily (Guitarra), Mauro Sampaio (Baixo) e André (Bateria). A banda faz um som incrível e visceral, com influências eletrônicas, punk e metal.  “On Spree of a Gang”, álbum de estreia, foi lançado em 2013. Em março de 2016 o Royal Dogs lançou segundo o álbum “Tattoo You”, em colaboração com a gravadora goiana Monstro Discos.

Esse é só o começo de uma banda de muito potencial e que já dividiu o palco com nomes como Matanza, NxZero, Dance of Days, Nação Zumbi, Sepultura e CPM22. A vocalista Laila Razzo concedeu uma entrevista exclusiva para o FRS e contou mais detalhes sobre a trajetória do Royal Dogs até o momento, o novo álbum e planos futuros. Confira:

FRS: Queremos saber do início da banda. Como vocês se juntaram e decidiram dar seguimento ao projeto?

LAILA RAZZO: Somos todos amigos há muito tempo, um belo dia cansamos de não estarmos numa banda juntos, mais ou menos assim.

FRS: Por que o nome Royal Dogs?

L.R: Foi a primeira banda fictícia da cabeça de Felipe quando era criança, se não me engano ou se não me enganaram. (Risos).

FRS: A própria banda se descreve como, "um plano para fazer você ficar fora de controle", isso definitivamente também casa com a sonoridade agressiva e vibrante de vocês. Quais são as bandas que mais servem de inspiração para o som do Royal Dogs?

L.R: Tem muita coisa, principalmente pelas inspirações pessoais que conseguem refletir. Nossa escola vem ali do Metallica e do Guns n Roses, do sleaze mais moderno, do rock n’ roll, crescemos ouvindo, e isso transferiu pro que fazemos, mas acho que nossa maior inspiração é não tentar seguir cartilha de nenhum estilo específico.

FRS: Recentemente foi lançado o álbum, "Tattoo You". Como foi o processo de composição e quais foram os principais desafios que vocês tiveram durante a gravação? 

L.R: Tem músicas de épocas diferentes, processos de composição diferentes, alguns amigos envolvidos também. Foi mais ou menos “eu fiz isso”, e depois “eu fiz isso do que tu fez” (risos), e também se internar no estúdio e ver o que saía. O principal desafio era “como fazer isso tudo parte do mesmo álbum?”, foi quando a gente percebeu que não tinha porque se cobrar seguir qualquer coisa conhecida.

FRS: “Tattoo You” foi feito em parceria com a gravadora goiana Monstro Discos. Quão importante para vocês foi ter esse apoio do selo?

L.R: A gente tinha acabado de lançar o clipe de “Closer to Royal”, só tinha essa música disponível, um dia depois do lançamento o pessoal da Monstro entrou em contato com a gente, “de quem vocês são?!” (risos). Foi uma surpresa. Ter uma banda independente, ainda mais em uma cidade um pouco fora de circuito, é um trabalho e uma paixão que só quem tem pode saber. Então foi um impulso, foi um sinal de que estávamos no “caminho certo”, por com tão pouco pra mostrar, já termos chamado atenção.

Ilustração do álbum "Tattoo You"
FRS: Quais as principais diferenças entre Tattoo You e de seu antecessor, “On Spree of a Gang” (2013)?

L.R: O “Tattoo You” é mais pop, tem o flerte com o eletrônico, é mais dançante.

FRS: "Closer To Royal" foi escolhida como primeiro single. Qual o diferencial dessa faixa que se tornou carro-chefe da banda?

L.R: Ela foi o primeiro single porque marcou a transição do “Spree” pro “Tattoo” em relação a formação e composição. Ela é pulsante, tem uma adrenalina, combina com “se lançar” mesmo, e em uma temática bastante significativa. Contudo, a gente continua no trabalho de divulgação do disco, não lidamos com “Closer” como o carro-chefe, o nome do disco é “Tattoo You” por uma razão também...

FRS: Ainda sobre "Closer To Royal", pode nos contar mais detalhes sobre a gravação do videoclipe?

L.R: Eu juntei a banda e falei “toquem”. (Risos). A gente teve o apoio de uma casa de shows importante no cenário de São Luís, o Amsterdam Music Pub, nos reunimos lá com uma equipe reduzida de amigos e colocamos pra rodar, ficamos lá por uma noite.

Assista ao clipe:


FRS: Vocês já dividiram o palco com nomes como Matanza, NxZero, Dance of Days, Nação Zumbi, Sepultura e CPM22. O que significou para banda poder tocar com artistas consagrados?

L.R. Significa que você tá no mapa, que você existe. Poder chegar num público novo e grande como o do Goiânia Noise faz toda a diferença.

FRS: Para finalizar, quais são os planos futuros da Royal Dogs?

L.R. Continuamos trabalhando no “Tattoo You” e vamos rodar pelo país até onde der pra ir. Tem mais material pra ser lançado, clipes, e a ideia é essa, se manter na ativa.

Onde encontrar a banda:
Site oficial: http://www.royaldogsbr.com
Facebook: https://www.facebook.com/RoyalDogsOfficial
Instagram: @royaldogs
Twitter: @royaldogsporra

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