Hilikus volta com nova formação e com energia para mostrar Incubus ao Brasil

10:00 AM

Hilikus - Incubus Tribute - Foto: Igor Aleixo
Após um hiato de quase uma década, o quarteto paulistano volta aos palcos com nova formação e com muito gás para levar a energia do Incubus por terras tupiniquins

Por: Ingrid Natalie (instagram: @femalerocksquad)

Incubus é uma das bandas mais importantes do rock'n'roll noventista. Sucessos como "Drive" e "Wish You Were Here" fizeram a banda ganhar milhares de fãs pelo mundo, isso sem contar o fato de que o quinteto californiano foi um dos pioneiros a misturar elementos eletrônicos com riffs pesados de guitarra.  Com o intuito de trazer a experiência de um show do Incubus, nasceu a banda Hilikus que tem em sua formação os músicos Jonathan Melo (vocal), Pedro Aurélio (guitarra), Cristian Hidalgo (baixo) e Lucas Garbelline (bateria). Após um longo hiato, a banda retornou aos palcos para espalhar a energia e mensagem das composições de Brandon Boyd, Michael Einziger, Jose Pasillas, Kilmore e Ben Kenney.  Leia a nossa entrevista:


FRS: Primeiramente, como Incubus entrou na vida de vocês?

Jonathan: Em meados de 2000, meu amigo Bruno tinha comprado o disco Make Yourself, por indicação de um camarada dele que trabalhava na galeria do rock. Quando ouvi Privilege pela primeira vez, fiquei maluco. Não conhecia outra banda na época que misturasse também vários elementos em um mesmo som. Desse momento em diante começou o vício rs.

Cristian: Acho que foi em uma viagem familiar que fiz ao Chile no início da minha adolescência. Naquela época (início dos 2000) por lá rolava a programação da MTV Latina que erá muito mais recheada de conteúdo gringo que a Brasil. Conheci o Incubus vendo o clipe de "Drive" e além de achar o som diferente, gostei bastante da estética do vídeo. Esse episódio abriu caminho para busca implacável de achar mais sons da banda.

Lucas: Acho que foi em 2004 que um amigo falou bem da banda pra mim e acabei indo pesquisar na internet (na época acho usei o programa Emule pra baixar alguns sons deles, rs). Depois de pouco tempo eu já conhecia todas as músicas e não conseguia deixar me surpreender com toda a amplitude musical e artística dos trabalhos deles.

Pedro: Meu primeiro contato com a banda foi através da MTV em 2002 se não me engano. Na época eles estavam reprisando sem parar o Morning View Sessions. Lembro que não entendi de imediato a proposta da banda e torci o nariz pro Brandon (risos). Em 2003 através do Cristian, nosso baixista, ouvi um ao vivo no Lollapalooza e fiquei impressionado com o som dos caras. A partir desse dia virei fã!

FRS: De que forma as composições de Brandon Boyd impactaram vocês?

Jonathan: Particularmente digo que muitas reflexões sobre a minha vida foram feitas por culpa do Incubus. As letras têm um impacto muito grande em mim. Desde as mais simples como "Echo", até "The Warmth" que é bem pessoal e reflexiva. Acredito que em todas as fases da minha vida até então, tive inspiração e influência das composições do Brandon.

Cristian: No meu caso, como iniciava minha vida musical naquele tempo o que me impactou na realidade foi o estilo de som alternativo da banda como um todo, antes mesmo de tentar traduzir as letras. Mesmo assim traduzir os sons me fazia ficar mais curioso sobre a banda uma vez que muitas coisas que eles falavam eu não entendia (acho que não tinha idade para isso).

Pedro: Principalmente nas relações acredito. Ele escreve muito bem sobre o tema e ouvir sobre isso na minha adolescência me ajudou muito a compreender meus sentimentos.

FRS: Qual o álbum favorito do Incubus para cada um dos integrantes?

Jonathan: Varia de tempos em tempos (risos), mas atualmente "A Crow Left Of The Murder".

Cristian: Atualmente o "A Crow Left Of The Murder". Além de ter sido o primeiro disco com o Ben, também foi o mais bem produzido e hoje entendo a mudança que eles fizeram lá atrás. É o único disco que eu posso dizer que curto todas as músicas de forma intensa.

Lucas: Pra mim, o "A Crow Left of the Murder", com aquela mistura louca de rock progressivo, jazz, música pop e tudo mais. É uma obra de arte sonora.

Pedro: Essa é difícil (risos)! Mas vou de "Morning View", que pra mim foi um divisor de águas.

FRS: Como aconteceu o início do projeto Hilikus - Incubus Tribute Brazil?

Pedro: Depois do Cristian me apresentar ao Incubus, foi meio que natural querermos tocar os sons dos caras. Já tocávamos juntos há algum tempo e em 2004 nos juntamos com nosso amigo baterista Felipe Vedolin (hoje baterista da banda Aláfia) e começamos a ensaiar o instrumental. Éramos novos e precisávamos de um vocalista. Fomos buscar alguém para assumir o posto vasculhando em fóruns, fotologs, etc. Nosso primeiro vocal foi o Gustavo Pagan (ex- Outono em Marte e atualmente na Pagan John). Ele moravam em Amparo e vinha para os ensaios uma vez por mês. Ele era mega fã e canta super bem. Acho que ele ficou na banda uns 4 meses antes de decidirmos juntos que não ia rolar, pois ele estava com outros projetos musicais e precisava focar nisso. Em 2005 voltamos então a procurar vocalista, mas dessa vez usamos o Orkut para ajudar. Foi quando o Rafael Alfieri apareceu e encaixou na banda como uma luva! Fizemos alguns shows no ano, gravamos em estúdio 4 sons, foi uma época bem legal. O Rafa acabou saindo da banda ano passado pois mudou para Brasília. O Rafa é um grande amigo e nós o consideramos membro da banda, tanto que no último show dividiu os vocais com o Jonathan em Warning! (risos)

Logo após a saída do Rafa, decidimos continuar o projeto e fizemos um posto no facebook procurando um novo vocal. Recebemos bastante material e conhecemos muita gente legal e talentosa nesse processo. Optamos pelo Jonathan que além de fã do Incubus e mandar bem nos vocais, é um cara gente fina! E estamos aí!

FRS: Hilikus fez uma pausa para se concentrar em outros projetos musicais, parte dos integrantes voltaram com a banda em 2017 com uma nova formação. O que mais impulsionou vocês a reviverem o projeto?

Lucas: Acho que uma parte disso se deve a um doido ter soltado um vídeo na comunidade brasileira do Incubus no facebook tocando "Blood On The Ground" na bateria, rs

Pedro: No final de 2006 decidimos que era hora de dar um tempo. Estávamos entrando na faculdade, começando a trabalhar full time. A banda ficou em segundo plano. Nunca paramos de tocar nesse meio tempo, mas cada um com seu projeto. Em 2008 eu entrei a convite do Gustavo na Outono em Marte, o Cristian tinha uma banda com o Filipe chamada Hey Johnny e o Rafael sempre era convidado pra cantar por ai. A vontade de tocar Incubus sempre permaneceu, foi quando vi um vídeo do Lucas (nosso atual baterista) tocando “Blood on the ground” em um grupo de Incubus no facebook. Entrei em contato e ele topou de imediato fazer um ensaio! Foi ai que recomeçamos a Hilikus.

Hilikus durante show no Manifesto Rock Bar em 23/03/2018 - Foto: Rafael Rossener
FRS: Qual o sentimento da banda ao levar a energia dos shows do Incubus por todo o país?

Jonathan: É uma responsabilidade muito grande, no que diz respeito a parte técnica. Acredito que todo música há de convir que tocar Incubus não é fácil (risos). O sentimento é realmente único, pois estamos tocando sons que nos influenciaram através da vida toda e tentando honrar isso da melhora maneira possível. A sensação de que conseguimos "mostrar" Incubus a mais pessoas é muito foda também!

Cristian: Essa pergunta está a frente do seu tempo ainda... não chegamos nesse nível de abrangência ainda (risos). Apenas estamos pensando e fazer um som como amigos que somos e nos entreter tocando para quem curte sair de casa pra ouvir uma banda tocando. O sentimento pessoal de satisfação ao tocar se alia também em transmitir todo o sentimento que os sons do Incubus nos permitem transmitir à galera. 

Lucas: É uma honra estar nessa banda com uma galera tão talentosa e que leva a sério o lance de tentar fazer jus ao trabalho do Incubus sem que isso deixe de ser divertido. Além disso, é legal demais ver na prática quanta gente gosta e sente mais ou menos o que a gente sente com o som dos caras. Estamos muito felizes com a receptividade dos fãs e também das casas de show que estamos tocando!

Pedro: Como o Cristian falou, ainda não chegamos a tocar fora de SP. Vontade não falta (risos)! Um dos objetivos da banda é apresentar o Incubus as pessoas que não conhecem. É muito gratificante quando isso acontece! É demais ouvir a galera cantando alto, vibrando a cada som e a energia fluindo no palco. É muito foda!

FRS: Qual música em particular vocês mais gostam de tocar ao vivo?

Jonathan: Eu curto muito tocar "The Warmth", mas atualmente a música que mais gosto ao vivo é "Sick Sad Little World".

Cristian: "Pistola" do ACLTM. Foi um dos últimos sons que aprendemos a tocar e descobri que é voraz.

Lucas: Gosto bastante de tocar as mais pesadas, mas a sensação de ver a galera pirando em "Warning" é bem única, a música cria uma vibe muito legal.

Pedro: Eu sempre gostei muito de tocar “The Warmth”. Acho o climão da música demais.

FRS: Finalmente, quais os planos futuros da banda?

Jonathan: Levar esse som pra mais lugares, ir pra cidades e estados que ainda não fomos. Também pensamos em mais pra frente fazer shows de homenagem aos álbuns da banda.

Cristian: O plano que temos no momento é divulgar o som da banda nas redes pra poder levar o som do Incubus pra outros lugares.

Lucas: Levar esse som pra mais lugares, ir pra cidades e estados que ainda não fomos. Também pensamos em mais pra frente fazer shows de homenagem aos álbuns da banda.

Pedro: Queremos tocar por todo Brasil e quem sabe conhecer pessoalmente a banda no próximo show que eles fizerem por aqui. Seria demais!


Assista ao vídeo de "Dig" durante show no Morrison Rock Bar em São Paulo: 


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