Sérgio Vedder: conheça a trajetória deste eterno discípulo do Pearl Jam

8:00 AM

Sérgio Vedder - Foto: divulgação
Vocalista e guitarrista da banda Blaymorphed teve a oportunidade de cantar ao lado de Eddie Vedder em 2014

Texto: Ingrid Natalie (instagram: @femalerocksquad)

Pearl Jam se mantém firme conquistando fãs por onde quer que passe. Com uma carreira de quase 3 décadas, 10 álbuns de estúdio, mais de 60 milhões de discos vendidos pelo mundo e o nome no Rock'n'Roll Hall Of Fame, o quinteto de Seattle é considerado um dos mais importantes dos anos 90 e continua a influenciar uma legião de músicos. Sérgio Henrique, mais conhecido como Sérgio Vedder, foi uma dessas pessoas que teve a vida impactada por Eddie Vedder e sua trupe. Ele lidera a banda Blaymorphed que há 18 anos leva a música do Pearl Jam pelo Brasil.

Sérgio dividiu o palco com Eddie Vedder durante a passagem dele pelo Brasil em 2014 e também foi até o camarim da banda no ano seguinte na turnê Lightning Bolt e conversou com ídolo. Um sonho que ele realizou com muita dedicação, paciência e persistência. Ele nos contou sobre essas ocasiões e sobre seu trajeto como músico em um bate-papo super descontraído. Veja a nossa entrevista com esse carismático "aluno" do Pearl Jam/Eddie Vedder.

FRS: Primeiro queremos saber, como Pearl Jam entrou na sua vida?

Sérgio Vedder: Antes de começar com os "textões" (risos) gostaria de agradecer ao site "Female Rock Squad" aqui representado pela Ingrid Leão, pelo convite. Confesso que há tempos (anos) alguns canais me procuram para entrevistas, mas a correria do dia-a-dia não me permite uma pausa justa pra dar a devida atenção (porque eu realmente preciso de algumas BOAS horas), mas bóra lá, finalmente consegui, e vocês foram as escolhidas (risos). Se você leitor, algum dia já me pediu uma entrevista, MIL PERDÕES, não foi por mal !!! :P 

Pearl Jam na minha vida ? SENTA QUE LÁ VEM HISTÓRIA kkk... 
Muitos dos fãs ao redor do mundo relacionam o Pearl Jam à religião, com seguidores, fanáticos, praticantes e não praticantes etc... e eu acho bem plausível (risos) afinal, o princípio dessa "doutrina" é a contemplação do amor e respeito ao próximo. Então, partindo deste princípio, costumo dizer que fui um dos "escolhidos" pra "pregar a palavra do Pearl Jam" (risos).

Minhas primeiras experiências musicais vieram do colégio (o querido e famoso "Antunes", em Santo André - SP, com as famosas e inesquecíveis "rodinhas de violão" que se formavam durante o intervalo (e durante as aulas também...rs).  Isso se passava entre o meio e o fim da década de 90. Eu e meus amigos eramos (quase) que 100% influenciados pela música da época.  O surgimento do movimento "Grunge" (era a nova "grife" musical, formada por bandas de Seattle - USA)  nos acolheu de forma arrebatadora, bandas como: Nirvana, SoundGarden, Alice in Chains e logicamente Pearl Jam (minha preferida desde sempre), entre outras, faziam parte dos nossos assuntos diários, do cotidiano, do nosso modo de pensar, agir, e se vestir. Lembro que meus amigos mais próximos tinham certa iniciação na música, seja tocando em igreja, ou escolas específicas para o aprendizado musical. No intervalo (recreio, rs) muitos desses amigos levavam seus violões, alguns com maior aptidão ao ritmo, levavam seus "batuques", e eu sempre sobrava (risos). Eu não sabia tocar absolutamente nada, e em contra partida, não tinha NINGUÉM que cantasse. E foi ai que vi a grande chance de "participar" efetivamente das rodinhas de violão... "HUMM, ACHO QUE VOU CANTAR !!!" (rs).

Desde sempre eu cultivei uma certa popularidade no colégio, por sempre estar muito envolvido em atividades culturais dentro do ambiente escolar (no esporte, nas artes plásticas, na música, etc), e isso me aproximava de todo corpo docente e discente da escola, alunos de várias idades, classes sociais, culturais, musicais etc... Resumindo, timidez ZERO (rs), e se era essa a "barreira" que impedia alguém de cantar nas rodinhas, lá vou eu (rs) !!!

Tendo as maiores influências dentro do grunge, eu obviamente cantava músicas das bandas que faziam parte desse movimento. Entre uma e outra, toda vez que eu ia cantar músicas da minha preferida (PEARL JAM), notava-se alguns murmúrios e cochichos ao redor: "caramba", "nossa, a voz", "eita", "silenciooo, quero ouvir", referente à minha voz soar parecida com a voz do vocalista da banda em si, no caso, Eddie Vedder.

Eu era um pré adolescente, e não deveria ter uma voz grave "de adulto", mas acontece que durante a "troca da minha voz" (que aconteceu lá pelos 13,14,15 anos ), eu ganhei um timbre singular (risos). Mas não foi nada fácil, pois por um certo período (dentro dessa mudança de voz), eu era extremamente rouco, e não tinha total controle da minha voz (altos "bullying" kkk). Não sei se vocês já ouviram alguém tocar violino pela primeira vez, mas o som era bem semelhante ao que eu era, dialogando com alguém (risos) Mas, há males que vem pro bem, e eu mal sabia que isso de alguma forma me ajudaria no futuro. Um hora "a voz se encaixou" (YESS!!!)

E foi assim que "fui escolhido". Além da minha paixão pela banda, o destino quis que eu fosse o "cantor" da rodinha de violão, me dando todas as "ferramentas" pra que eu pudesse seguir em frente... e ali surgiria o artista " Sergio Vedder" (Salve MSN, ICQ, :p ).


FRS: Qual o seu álbum predileto da banda?

Sérgio Vedder: Pergunta nível HARD (risos). Eu tenho um carinho muito especial com o álbum "TEN", que foi o primeiro... o abre-alas, o avassalador, e foi o álbum que eu mais cantei nas "rodinhas" (risos). Mas certamente meu predileto é o segundo álbum, o "VS", que além de toda sua jovialidade e energia que resumem muito bem os sentimentos da época, tem meu baterista preferido (DA GALÁXIA), Dave "Fucking" Abbruzzese (tema de discussões sem fim, entre os fãs de Pearl Jam. Melhor parar por aqui kkk). 

FRS: Quando e como surgiu a oportunidade de iniciar o projeto Blaymorphed?

Sérgio Vedder: A Blaymorphed surgiu com um único propósito, que foi o de manter a união entre grandes amigos que se conheceram dentro de uma escola pública de Santo André. Com o término dos estudos, como na maioria, sabíamos que cada um seguiria seu caminho, as responsabilidades viriam pra todos, com família, novos estudos, trabalho etc... e naturalmente "a vida" tendia a nos afastar. Pensando numa forma de evitar esse desfecho, usamos nosso maior "ponto em comum" (a música), como "cordão umbilical". Unimos nossa maior influência musical (Pearl Jam), à nossa imensa vontade de estarmos sempre "interligados",  e no ano de 2000, a banda "BLAYMORPHED - PEARL JAM COVER BRASIL" ganhava forma. Ter uma banda, foi a "solução" perfeita pra que mantivéssemos aquelas dezenas de amigos unidos em celebração.


Blaymorphed - formação original: (da esquerda pra direita) João Paulo "Arroiz" (deitado), Henry Petrius "Petrú", Sergio "Sorín", Bruno Sabião "Brunéx", Diego Souza "Frango"
BLAYMORPHED formação atual: (da esquerda pra direita) Roger Alves, Glauber Fiammetti, Sergio, Samir Natali, Marcelo Yamakawa.
FRS: O que significa para você levar o legado do Pearl Jam e Eddie Vedder pelo Brasil? 

Sérgio Vedder:  "Significado", palavra que define valor, importância, resume tanto... vamos lá: "Levar o legado" acho que não seria a colocação correta, afinal, graças a Deus (e que perdure por muito tempo, Amém) Pearl Jam/Eddie Vedder estão aí, na ativa, e com muita disposição pra "levar o legado", que de fato, é deles! Cabe a mim como fã, admirador e eterno "aluno" de Eddie Vedder, e a nós (Blaymorphed) como banda cover, "disseminar" esse legado, sendo essa a minha/nossa real intenção e função. Numa analogia, vamos dizer que: enquanto eles "escrevem" o jornal, nós "saímos pra entregar" (risos).

Por conta do Pearl Jam/Eddie Vedder, eu pude conhecer mais a fundo meu país, desbravar suas culturas, crenças, suas paisagens, fiz grandes amigos, e conheci tantas e tantas histórias que relacionavam sua música à superação de vida. Através deles, conheci também diversos países e lugares que nunca imaginei estar um dia. Cada mala de viagem que eu fazia de volta pra casa, fosse dentro ou fora do Brasil, trazia comigo na bagagem uma imensidão de novas histórias e experiências de vida, vivenciadas por pessoas que alcançaram suas glórias através de todo esse legado, e isso sempre me inspirou, me ensinou  valores simples e tão importantes em nossas vidas.

Hoje estou com 33 anos e sou extremamente grato a tudo (e a todos) que a música como um todo já me proporcionou, mas que devo principalmente ao trabalho de "disseminar" o legado do Pearl Jam/Eddie Vedder, que faz parte do meu dia-a-dia (há mais de 18 anos, sem pular um dia sequer rsrs...). E eu espero do fundo do meu coração, proporcionar (sozinho ou com banda) à todas as pessoas que por algum motivo não tem acesso ou a oportunidade de estar frente a um show do Pearl Jam/Eddie Vedder, ou mesmo as pessoas que já tiveram esse acesso, mas que de fato apreciam o meu/nosso trabalho como "disseminadores", o mínimo que seja da felicidade, alegria e de toda positividade que são a principal "matéria-prima" de toda a obra em questão. É a felicidade sendo compartilhada, saca ??? (risos)


(20/05/2017 - Teatro Municipal de Santo André - gravação de DVD comemorando 17 anos de BLAYMORPHED)
FRS: Na sua opinião, qual foi o show mais memorável do Pearl Jam no Brasil?

Sérgio Vedder: Mais uma HARD (risos). Ao contrário do que muitas bandas famosas fazem em suas turnês, o Pearl Jam é uma das poucas (senão a única) que nada conforme a maré, cada show é um show. Os setlists mudam de acordo com o "clima" do público, do histórico local, estado emocional da banda e fãs, data do show etc...  E esse é um dos principais fatores que fazem o Pearl jam ter uma legião de seguidores vindos de todas as partes do planeta, justamente pelo fato de que: NUNCA SE SABE O QUE VAI ACONTECER !!! (... é ou não é a melhor banda do mundo ?)

Pra mim, todo show do Pearl Jam é memorável, sendo no meu país então!? "séloko", "é muita melodia" kkkkkk. Cada música te leva pra um momento da vida, um lugar, ou te faz lembrar de alguém muito querido e especial, e não tem preço nesse mundo que pague, olhar ao redor, e ter presente o sorriso dessas pessoas. 

FRS: Inclusive, em 2014 durante a turnê do solo do Eddie Vedder em um dos shows em São Paulo, você teve a oportunidade de subir no palco e cantar com ele. O que você sentiu no momento?

Sérgio Vedder: É um assunto de grande curiosidade, e eu nunca escrevi a respeito... mas seguinte, muita gente acha que aquilo tudo foi combinado. Não, não foi NADA combinado. As pessoas imaginam isso, justamente pela forma que eu me comportei no palco, tranquilo, sem extremismo, fanatismo, agarrões, desmaios ou algo do tipo kkk (Eu JAMAIS faria algo assim..oche !!!). Pessoas me param até hoje e perguntam:  "MANO, foi combinado?", "Foi certinho o sincronismo de vocês", "Eu teria morrido, como você conseguiu ficar de boa?", e a resposta é só uma: RESPEITO.

Eu como grande (mesmo rs) fã de todo trabalho musical do Eddie Vedder, dentro e fora do Pearl Jam, acima de tudo, respeito-o como ser humano, e trato-o como um, e foi justamente esse "o ponto". Não vou mentir e dizer que nunca me imaginei duetando com o Eddie Vedder, claro que já (risos), porém esse era um ponto muito crítico e que me causava grandes conflitos internos, e pensamentos sem fim... explico o porque: 

Cantar com o Eddie? Poxa, adoraria... MAS, o que? Eu não conseguia me imaginar cantando algo do Pearl Jam ou qualquer outra coisa que originalmente fosse gravada com a voz do Eddie, pelo simples fato de que as pessoas sonham e esperam muito por ouvir suas músicas preferidas, músicas que resumem suas vidas, suas lembranças, e a "narrativa" não faz sentido se não for a do próprio "narrador".

Imagine você pela primeira vez num show da sua banda preferida ou seu ídolo preferido, aguardando ansiosamente pela execução da sua música predileta, e justo nessa hora, sobe um fã pra cantar ela, e seu ídolo ali do lado, só olhando... OW, SÉLOKO, eu ficaria puto !!! kkkkk Por mais que fosse um sonho, não poderia inibir o sonho de outras pessoas. Pode parecer loucura minha (risos), excesso de sensatez e respeito talvez, ou sei lá o que, mas isso me coibia MUITO. 

Mas aí veio o destino, me aliviou esse lado, mas me deu uma tarefa ainda mais complicada (momento de tensão), pois o dia em que Eddie Vedder me chamou no palco, ele queria alguém que o ajudasse na homenagem para um de seus maiores ídolos:  Joe Strummer, vocalista do The Clash. Eddie Vedder diz que Joe Strummer foi o grande responsável por mudar sua vida, se não fosse por ele, Eddie nunca teria entrado para o Pearl Jam. Eu cantei um dos hinos do rock, "Should I Stay Or Should I Go".  

NOSSA!!! Aquilo sim era um sonho, mas vixe... QUE RESPONSA. Eu com meu ídolo, homenageando o ídolo dele, numa narrativa "póstuma" (infelizmente), mas que por um momento me "igualou" ao meu ídolo, afinal, ali eramos dois "alunos"... eu "ao quadrado" (risos). E foi com toda essa mística, que os "Deuses do rock" (um em especial rs), "abençoaram" aquele momento: lindo, leve e solto (risos).

Olhando pra trás, e vendo tudo que até hoje já me aconteceu, e todos os momentos que já estive com o Eddie ou banda, sinto que esse dia foi "o começo", foi tipo o "start" pra cascata de coisas que aconteceram após... e continua (rs).



FRS: Pearl Jam é uma das atrações do Lollapalooza Brasil 2018, quais são as suas expectativas para o show?

Sérgio Vedder: Não costumo criar expectativas, pra justamente não haver a decepção (risos), mas sou muito otimista, gosto de pensar que o destino reserva sim as coisas boas, e que elas acontecem na hora certa, sem pressa e sem forçar. Sou uma prova viva!  (risos)

Confesso que prefiro assistir shows do Pearl Jam fora de festivais, pelo simples fato de naturalmente não ter presente o público 100% específico da banda, o que inconscientemente (ou não) força a mesma à escolhas de músicas mais "pop", pro entendimento da possível maioria :/  (o que é muito compreensível, mas...), fora o que acontece no pré-show:  Em 2013 acompanhei o Pearl Jam nos festivais Lollapalooza Chile, Pepsi Music Argentina e Lollapalooza Brasil, e olha... "PERRENGUE" kkk

Pra quem (como eu) curte a "interação" de assistir a banda bem de pertinho, a famosa "grade", pode se preparar pra um verdadeiro "decatlo", pois suas condições física e mental precisam estar em dia (risos). E lembrem-se do principal: CURTAM O SHOW, mas respeitem os coleguinhas que também querem fazer o mesmo. #FicaaDica

 (22/11/2015 Maracanã, Camarim do Eddie Vedder, antes do show)
FRS: Você também acompanhará os shows do Eddie em São Paulo? Na sua opinião, porque o público deve assisti-lo mesmo depois do Lollapalooza? 

Sérgio Vedder: Sim! Além dos shows do Pearl Jam, estarei também nos shows  solo do Eddie. Bom, primeiramente queria salientar que os shows do Pearl Jam e do Eddie Vedder solo são incomparáveis entre si, a não ser pela musicalidade extrema. Ao contrário dos shows do Pearl Jam, cheios de energia, multidões pulando e cantando junto aos integrantes da banda, o show solo do Eddie Vedder é algo intimista demais. Costumo dizer que é um show onde o artista está "nu" (aquietem-se meninas kkk), em sua mais pura essência. É um formato "light", onde as pessoas estão sentadas, de olhos e ouvidos atentos, aprendendo sobre quem é aquela pessoa no palco. É uma verdadeira aula, e respeitar os momentos de silêncio é primordial. #DontBeADick



A sétima do Lollapalooza Brasil, um dos mais importantes eventos de música e experiência do mundo, tem como headliners no dia 23 de março, Red Hot Chili Peppers e LCD Soundsystem; Pearl Jam e Imagine Dragons, são os headliners do dia 24 de março; e The Killers e Lana Del Rey, são os headliners do dia 25 de março.

As entradas podem ser adquiridas pelo site www.lollapaloozabr.com, bilheteria oficial (sem taxa de conveniência – Citibank Hall, em São Paulo) e nos seguintes pontos de venda exclusivos: Teatro Cetip, em São Paulo, Km de Vantagens Hall RJ e BH.


Devido ao enorme sucesso, a Time For Fun anunciou um terceiro e último show de Eddie Vedder no Brasil. O premiado músico, vocalista, guitarrista e compositor da banda Pearl Jam, fará sua apresentação extra no dia 30 de março de 2018, no Citibank Hall, em São Paulo. Os ingressos para os shows dos dias 28 e 29 de março estão esgotados.

Além das três datas com o show solo, o artista também irá se apresentar com o Pearl Jam no Lollapalooza Brasil 2018, dia 24 de março (sábado), no Autódromo de Interlagos e no Rio de Janeiro, dia 21 de março, no Estádio do Maracanã.

Para o show do dia 30 de março, os clientes Citi e Diners contarão com pré-venda exclusiva a partir das 10h do dia 06 de fevereiro. A venda para o público em geral estará disponível a partir das 10h do dia 07 de fevereiro pela internet e 12h na bilheteria oficial. Os ingressos poderão ser adquiridos pelo site da Tickets For Fun (www.ticketsforfun.com.br), na bilheteria oficial (sem taxa de conveniência – Citibank Hall, em São Paulo) e nos demais pontos de venda em todo o país.

Eddie promete entreter o público brasileiro com três shows intimistas, que contarão com abertura do artista de folk rock Glen Hansard. O músico vai apresentar um set list diversificado, incluindo músicas de seus álbuns solo, álbuns de Pearl Jam e uma série de covers. Ele atua como líder do Pearl Jam desde 1990 e foi induzido no Rock and Roll Hall of Fame, como membro do Pearl Jam, em 7 de abril de 2017.

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