Vespas Mandarinas: "quando começamos a banda o cenário era muito desfavorável ao nosso som, mesmo assim arriscamos e insistimos"

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Vespas Mandarinas. Foto: Divulgação
Por: Ingrid Natalie (@ingridnatalie)

Imagina uma mistura das bandas Forgotten Boys, Sugar Kane, Banzé!, Video Hits e Ludov e que hoje se figura em uma das formações mais elogiadas do rock nacional. Essa é a banda paulista Vespas Mandarinas composta por Chuck Hipolitho (guitarra e voz), Thadeu Meneghini (guitarra e voz), Flávio Guarnieri (baixo) e André Dea (bateria). O grupo nasceu em 2009 e logo de cara recebeu boas críticas pelo seu som elaborado e instrumental refinado com os EPs "Da Doo Ron Ron" (2010) e "Sasha Grey" (2011).

Em Abril de 2013 o quarteto lançou o seu primeiro álbum de estúdio, intitulado "Animal Nacional" pelo selo da Deck Disc e produção nas mãos de Rafael Ramos. A influência de bandas como Titãs, IRA!, Os Paralamas do Sucesso resultou em uma sonoridade que não se ouvia a bastante tempo e a consistência musical do disco rendeu uma indicação ao Grammy Latino na categoria "Melhor Álbum de Rock Brasileiro".

O convite para participar de vários festivais importantes no país só reforça e consolida Vespas Mandarinas como uma das bandas mais relevantes do rock nacional nos dias de hoje. Conversamos com Chuck Hipolitho, que gentilmente nos atendeu, e detalhou sobre este período significativo que a banda está passando, sua vivência como produtor musical e a preparação para abrir o Lollapalooza Brasil 2014. 

FRS: O álbum "Animal Nacional", recebeu indicação ao Grammy Latino na categoria "Melhor Álbum de Rock Brasileiro", em 2013. Como foi pra vocês terem o disco de estreia já alcançando um enorme sucesso?

Chuck Hipolitho: Não sei se podemos chamar de enorme sucesso, mas com certeza é um reconhecimento muito legal. Para nossa carreira profissional artística é como um selo de qualidade e credibilidade. Ser indicado e considerado já é legal por si só. Sentimos muita felicidade em saber que nossas músicas estão começando a tocar também em rádio fora do eixo Rio-SP, ninguém mais acreditava nesse tipo de coisa com uma banda de rock.

FRS: Até fazendo alusão ao nome do álbum, o cenário do rock nacional está favorável nos dias de hoje. Para você, qual fator foi determinante para a volta desse enriquecimento?

CH: O excesso de coisas fúteis e descartáveis no mainstream ajuda muito, acho que chegamos a um pouco em que o abismo entre quem está lá em cima e lá em baixo é muito grande. Sobra muito lugar no meio disso a ser explorado com inteligência. Há 4 anos quando começamos a banda o cenário era muito desfavorável ao nosso som, mesmo assim arriscamos e insistimos. O brasileiro é capaz de mais, não dá pra se contentar com tão pouco. 

FRS: O rádio continua sendo uma forte mídia. Qual foi reação da banda ao ter o single "Cobra de Vidro" vinculado a uma emissora de rádio?

CH: Apesar de termos feito um disco pensando em rádio não havia nenhuma quando estávamos fazendo. No meio do caminho apareceu a volta da 89 e agora a rádio Cidade lá no RJ, acho que tudo isso é um sintoma de que algo está acontecendo ou voltando, sentimos felicidade em fazer parte disso. Acreditamos muito no rádio, é uma satisfação muito grande ter as músicas lá. 

FRS: Pode nos contar mais sobre a composição da faixa "Não sei o que fazer comigo"?

CH: É uma versão de um rock uruguaio, da banda El Cuarteto de Nos. Entrou na última hora no disco, ouvi a música, pirei, fiz uma demo com a versão em português, todos gostaram. Fizemos uns ajustes e entrou no disco. Tem se mostrado a música mais forte até o momento e é ela que tem aberto caminho pelas rádios de todo o país. 

Assista ao Lyric Vídeo de "Não sei o que fazer comigo"


FRS: Como produtor, o que empolga você ao ouvir uma demo de um artista novo? O que você procura nele?

CH: Originalidade, criatividade e espontaneidade. 

FRS: A respeito do festival Lollapalooza, o que o público pode aguardar no show?

CH: Estamos preparando um show especial. Vamos tocar música inédita, vamos usar os telões, queremos fazer o melhor com o que temos. Estamos no palco principal, abrindo o festival. Queremos pegar todos que estiverem lá cedo na nossa frente pelo coração. É muito legal saber que o Lollapalooza 2014 vai abrir com uma banda de rock brasileira.

Agradecemos a Chuck e a assessoria de imprensa da banda pela simpatia e oportunidade da entrevista!

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