Monsters of Rock 2026 celebra legado e potência do rock em festival histórico
8:00 PM![]() |
| Crédito: Ricardo Matsukawa |
HALESTORM: A VOLTA APÓS UMA DÉCADA
Halestorm voltou ao país depois de exatos 10 anos. Por essa razão, a resposta do público não seria diferente: muito entusiasmo! A recíproca da banda também foi intensa. A banda liderada por Lzzy Hale subiu ao palco pontualmente às 15h15 e começou ao som da pesada "Fallen Star". A temperatura se manteve alta com "Mz. Hyde", "WATCH OUT", "I Miss The Misery" e claro "Love Bites (So Do I)" que introduziu a banda para o cenário mundial. Lzzy Hale dedicou “Like a Woman Can” para todas as mulheres presentes no público.
A emocional "Familiar Taste Of Poison" foi executada somente um trecho, deixando um gostinho de quero mais, mas para aproveitar todo o tempo do show colocaram na sequência "Rain Your Blood On Me" que funcionou perfeitamente ao vivo com seu refrão poderoso. Destaque para a excelente técnica vocal de Lzzy Hale que entregou graves e agudos de forma maravilhosa, além de ser uma frontwoman repleta de carisma. Não pode-se deixar de mencionar Arejay Hale que executou um fenomenal solo de bateria munido de duas baquetas gigantes.
As músicas "Freak Like Me", "Wicked Days" e "Everest" deram os acordes finais de um show impactante e que encantou o público que já lotava o Allianz Parque naquele momento.
NEM A CHUVA PAROU O EXTREME
![]() |
| Crédito: Ricardo Matsukawa |
Era por volta das 17h quando uma nuvem escura anunciava a chuva iminente. Enquanto parte do público na pista premium buscava abrigo, outros permaneceram firmes na grade para acompanhar de perto o show do Extreme. Por sorte, a chuva durou menos de 10 minutos — como se nem a própria natureza quisesse atrapalhar os magistrais solos de guitarra de Nuno Bettencourt e a presença de palco hipnotizante do vocalista Gary Cherone.
O Extreme provou por que segue como uma das grandes forças do hard rock mundial. O início foi avassalador, com as pesadas "It ('s a Monster)", "Decadence Dance" e "#REBEL", levando o público a responder à altura. O repertório seguiu poderoso com "Play With Me", que trouxe na introdução um trecho de "We Will Rock You", do Queen.
Quando Nuno Bettencourt pegou o violão, os fãs foram ao delírio, já antecipando um dos grandes sucessos da banda: "Hole Hearted". Ainda assim, o grande protagonista da noite foi o hino "More Than Words", entoado em coro uníssono e com intensidade pelo público. O encerramento ficou por conta da animada "Get The Funk Out" e da eletrizante "RISE".
LYNYRD SKYNYRD: CLÁSSICO QUE SEMRE EMOCIONA
Lynyrd Skynyrd foi um dos headliners da nona edição do festival — e com total merecimento. A banda celebra seus 50 anos de estrada e segue inspirando milhares de jovens músicos pelo mundo afora. A formação atual conta com Johnny Van Zant (vocal e irmão da lenda Ronnie Van Zant), Rickey Medlocke (guitarrista), Mark “Sparky” Matejka (guitarrista), Michael Cartellone (baterista), Keith Christopher (baixista), Peter Keys (tecladista), Carol Chase (coro) e Stacy Michelle (coro). Eles honram com louvor a formação fundadora de 1964.
Após "Panama" do Van Halen anunciar a entrada de Lynyrd Skynyrd no palco, a banda iniciou o show com "Workin' for MCA" e "What's Your Name" para empolgar com seu country hard rock. O clássico "That Smell" encanta especialmente com o trabalho de backing vocal de Carol Chase e Stacy Michelle, além de um riff de guitarra arrebatador. O peso de "Gimme Back My Bullets" e "Saturday Night Special" manteve o público engajado e atento.
![]() |
| Crédito: Ricardo Matsukawa |
Não há como negar a magia que existe na suavidade de "Tuesday's Gone" que transformou o estádio em um mar de luzes de celulares e foi dedicada a Gary Rossington. E a partir daí, veio uma enchurrada de clássicos: "Simple Man" (com a bandeira brasileira estampada no telão), "Gimme Three Steps", "Call Me Breeze" e o maior de todos "Sweet Home Alabama". O final ficou por conta da belíssima "Free Bird" que ganhou um contorno ainda mais emocional a ser dedicada a todos ex-integrantes que infelizmente nos deixaram.
GUNS'N'ROSES: REPERTÓRIO JÁ CONHECIDO, MAS COM ENERGIA RENOVADA
![]() |
| Crédito: Guns N’ Roses |
Menos de um ano após sua última passagem pelo país, Guns N' Roses retornou ao Brasil como principal headliner do Monsters of Rock 2026. A icônica banda de hard rock mantém sua relevância no cenário mundial e mostra que ainda tem muita lenha para queimar.
A apresentação começou às 20h35 e não economizou em hits. Logo na abertura, "Welcome To The Jungle" colocou todo o estádio em movimento, seguida por "Slither", do Velvet Revolver, a estrondosa "It's So Easy" e "Live And Let It Die", do Wings. Mesmo com um repertório já conhecido, a alternância das músicas transforma o show em uma experiência renovada para os fãs — uma jogada certeira da banda.
Apesar de a voz de Axl Rose ter sofrido os efeitos do tempo, é inegável o empenho do vocalista em entregar uma performance à altura. O olhar marcante de décadas atrás segue presente, mantendo seu magnetismo em cena. Além disso, o preparo físico chama atenção, garantindo uma presença de palco dinâmica, com constante movimentação e interação com o público. E claro, tanto o guitarrista Slash e o baixista Duff McKagan demonstraram a razão de também serem pilares do Guns.
![]() |
| Crédito: Guns N’ Roses |
As músicas "Mr. Brownstone", "You Could Be Mine" e "Civil War" deram o choque de adrenalina para trazer energia pro público que dava leves sinais de cansaço após um dia inteiro de shows. Duff McKagan dominando o palco em "New Roses", cover do The Damned, acendeu ainda mais a atenção da plateia. O que os fãs não se dariam conta era das surpresas que viriam. "Estranged" sempre emocionante e o retorno de "Bad Apples" que não era tocada desde 1991.
O show de aproximadamente 2h30 terminou com a excelente trinca "November Rain", "Nightrain" e "Paradise City".
MONSTERS OF ROCK: EMBLEMÁTICO
Em um cenário onde festivais disputam atenção e relevância, o Monsters of Rock segue firme como uma das marcas mais sólidas do gênero. A edição de 2026 mostrou que, mais do que nostalgia, o evento entrega consistência, curadoria e uma experiência que respeita o passado sem perder a força no presente.






0 comentários
Não esqueça de deixar seu comentário! Ele é muito importante para nós!