Monsters of Rock 2026 celebra legado e potência do rock em festival histórico

8:00 PM

Crédito: Ricardo Matsukawa

Entre veteranos consagrados e shows intensos, festival entrega uma edição sólida que equilibra nostalgia e relevância contemporânea.

A nona edição do Monsters Of Rock aconteceu neste último sábado (04) no Allianz Parque, em São Paulo, reunindo um público de quase 50 mil apaixonados pelo bom rock'n'roll. Entre novatos como o Jayler e ascendentes como Dirty Honey e Halestorm, o festival também trouxe artistas consagrados como Yngwie Malmsteen, Extreme, Lynyrd Skynyrd e Guns'N Roses. Veja o que conferimos por lá:

HALESTORM: A VOLTA APÓS UMA DÉCADA

Halestorm voltou ao país depois de exatos 10 anos. Por essa razão, a resposta do público não seria diferente: muito entusiasmo! A recíproca da banda também foi intensa. A banda liderada por Lzzy Hale subiu ao palco pontualmente às 15h15 e começou ao som da pesada "Fallen Star". A temperatura se manteve alta com "Mz. Hyde", "WATCH OUT", "I Miss The Misery" e claro "Love Bites (So Do I)" que introduziu a banda para o cenário mundial. Lzzy Hale dedicou “Like a Woman Can” para todas as mulheres presentes no público. 

A emocional "Familiar Taste Of Poison" foi executada somente um trecho, deixando um gostinho de quero mais, mas para aproveitar todo o tempo do show colocaram na sequência "Rain Your Blood On Me" que funcionou perfeitamente ao vivo com seu refrão poderoso. Destaque para a excelente técnica vocal de Lzzy Hale que entregou graves e agudos de forma maravilhosa, além de ser uma frontwoman repleta de carisma. Não pode-se deixar de mencionar Arejay Hale que executou um fenomenal solo de bateria munido de duas baquetas gigantes.

As músicas "Freak Like Me", "Wicked Days" e "Everest" deram os acordes finais de um show impactante e que encantou o público que já lotava o Allianz Parque naquele momento. 

NEM A CHUVA PAROU O EXTREME 

Crédito: Ricardo Matsukawa

Era por volta das 17h quando uma nuvem escura anunciava a chuva iminente. Enquanto parte do público na pista premium buscava abrigo, outros permaneceram firmes na grade para acompanhar de perto o show do Extreme. Por sorte, a chuva durou menos de 10 minutos — como se nem a própria natureza quisesse atrapalhar os magistrais solos de guitarra de Nuno Bettencourt e a presença de palco hipnotizante do vocalista Gary Cherone.

O Extreme provou por que segue como uma das grandes forças do hard rock mundial. O início foi avassalador, com as pesadas "It ('s a Monster)", "Decadence Dance" e "#REBEL", levando o público a responder à altura. O repertório seguiu poderoso com "Play With Me", que trouxe na introdução um trecho de "We Will Rock You", do Queen.

Quando Nuno Bettencourt pegou o violão, os fãs foram ao delírio, já antecipando um dos grandes sucessos da banda: "Hole Hearted". Ainda assim, o grande protagonista da noite foi o hino "More Than Words", entoado em coro uníssono e com intensidade pelo público. O encerramento ficou por conta da animada "Get The Funk Out" e da eletrizante "RISE".

LYNYRD SKYNYRD: CLÁSSICO QUE SEMRE EMOCIONA 

Crédito: Ricardo Matsukawa

Lynyrd Skynyrd foi um dos headliners da nona edição do festival — e com total merecimento. A banda celebra seus 50 anos de estrada e segue inspirando milhares de jovens músicos pelo mundo afora. A formação atual conta com Johnny Van Zant (vocal e irmão da lenda Ronnie Van Zant), Rickey Medlocke (guitarrista), Mark “Sparky” Matejka (guitarrista), Michael Cartellone (baterista), Keith Christopher (baixista), Peter Keys (tecladista), Carol Chase (coro) e Stacy Michelle (coro). Eles honram com louvor a formação fundadora de 1964.

Após "Panama" do Van Halen anunciar a entrada de Lynyrd Skynyrd no palco, a banda iniciou o show com "Workin' for MCA" e "What's Your Name" para empolgar com seu country hard rock. O clássico "That Smell" encanta especialmente com o trabalho de backing vocal de Carol Chase e Stacy Michelle, além de um riff de guitarra arrebatador. O peso de "Gimme Back My Bullets" e "Saturday Night Special" manteve o público engajado e atento. 

Crédito: Ricardo Matsukawa

Não há como negar a magia que existe na suavidade de "Tuesday's Gone" que transformou o estádio em um mar de luzes de celulares e foi dedicada a Gary Rossington. E a partir daí, veio uma enchurrada de clássicos: "Simple Man" (com a bandeira brasileira estampada no telão), "Gimme Three Steps", "Call Me Breeze" e o maior de todos "Sweet Home Alabama". O final ficou por conta da belíssima "Free Bird" que ganhou um contorno ainda mais emocional a ser dedicada a todos ex-integrantes que infelizmente nos deixaram.

GUNS'N'ROSES: REPERTÓRIO JÁ CONHECIDO, MAS COM ENERGIA RENOVADA

Crédito: Guns N’ Roses

Menos de um ano após sua última passagem pelo país, Guns N' Roses retornou ao Brasil como principal headliner do Monsters of Rock 2026. A icônica banda de hard rock mantém sua relevância no cenário mundial e mostra que ainda tem muita lenha para queimar.

A apresentação começou às 20h35 e não economizou em hits. Logo na abertura, "Welcome To The Jungle" colocou todo o estádio em movimento, seguida por "Slither", do Velvet Revolver, a estrondosa "It's So Easy" e "Live And Let It Die", do Wings. Mesmo com um repertório já conhecido, a alternância das músicas transforma o show em uma experiência renovada para os fãs — uma jogada certeira da banda.

Apesar de a voz de Axl Rose ter sofrido os efeitos do tempo, é inegável o empenho do vocalista em entregar uma performance à altura. O olhar marcante de décadas atrás segue presente, mantendo seu magnetismo em cena. Além disso, o preparo físico chama atenção, garantindo uma presença de palco dinâmica, com constante movimentação e interação com o público. E claro, tanto o guitarrista Slash e o baixista Duff McKagan demonstraram a razão de também serem pilares do Guns.

Crédito: Guns N’ Roses


As músicas "Mr. Brownstone", "You Could Be Mine" e "Civil War" deram o choque de adrenalina para trazer energia pro público que dava leves sinais de cansaço após um dia inteiro de shows. Duff McKagan dominando o palco em "New Roses", cover do The Damned, acendeu ainda mais a atenção da plateia. O que os fãs não se dariam conta era das surpresas que viriam. "Estranged" sempre emocionante e o retorno de "Bad Apples" que não era tocada desde 1991. 

O show de aproximadamente 2h30 terminou com a excelente trinca "November Rain", "Nightrain" e "Paradise City".

MONSTERS OF ROCK: EMBLEMÁTICO

Em um cenário onde festivais disputam atenção e relevância, o Monsters of Rock segue firme como uma das marcas mais sólidas do gênero. A edição de 2026 mostrou que, mais do que nostalgia, o evento entrega consistência, curadoria e uma experiência que respeita o passado sem perder a força no presente.

Posts Que Talvez Você Goste

0 comentários

Não esqueça de deixar seu comentário! Ele é muito importante para nós!