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| Hatefulmurder - Foto: divulgação |
Novo single, que chega acompanhado de videoclipe, apresenta uma sonoridade mais agressiva e marca uma nova fase da banda com Giulia Roiz nos vocais
O HATEFULMURDER está pronto para virar a página — e faz isso sem economizar no peso. No dia 18 de setembro, a banda lançou “I Give My Soul”, novo single que chega acompanhado de um videoclipe de grande produção e inaugura uma fase mais agressiva de sua trajetória.
A faixa integra o novo EP “Death Made Us Better”, formado por quatro músicas e previsto para chegar ao público no final de 2026. Mais do que apresentar uma nova composição, porém, “I Give My Soul” funciona como uma espécie de cartão de visitas para a atual formação e para as possibilidades que ela abre.
A chegada de Giulia Roiz aos vocais provocou mudanças perceptíveis na identidade sonora do HATEFULMURDER. Conhecida por transitar entre vocais limpos, drives e guturais, a cantora acrescenta novas camadas à sonoridade da banda, criando um contraste entre momentos melódicos e explosões de peso.
O resultado é uma banda que parece menos preocupada em permanecer dentro de uma fórmula e mais interessada em descobrir até onde pode levar suas próprias referências.
Em “I Give My Soul”, riffs mais encorpados dividem espaço com melodias marcantes e uma construção dinâmica, enquanto os vocais alternam intensidade e melodia. Há ecos daquela combinação entre agressividade e técnica que marcou momentos importantes do metal extremo melódico — mas o HATEFULMURDER utiliza esses elementos para construir sua própria linguagem.
A temática da faixa também conversa diretamente com essa ideia de transformação. Segundo Giulia, a letra parte do conceito de “Sehnsucht”, palavra alemã usada para descrever um anseio profundo, quase como uma saudade de algo que ainda não conhecemos.
“A música é sobre o Sehnsucht, uma palavra alemã que representa um anseio profundo, quase como uma saudade de algo que ainda não conhecemos. Para mim, é sobre sentir que existe um lugar, uma paixão ou um propósito ao qual pertencemos, e estar disposto a entregar tudo para alcançá-lo.”
A vocalista continua:
“Quando encontramos algo que dá sentido à nossa existência, cada passo passa a ter um objetivo. ‘I Give My Soul’ é sobre essa entrega, sobre seguir esse chamado mesmo quando ninguém ao redor consegue entender a intensidade desse desejo.”
A ideia de entrega absoluta acaba encontrando um paralelo interessante no próprio momento vivido pela banda. Se o HATEFULMURDER está entrando em uma nova fase, “I Give My Soul” parece funcionar justamente como uma declaração de intenção: não basta continuar — é preciso se transformar.
Composta pelo guitarrista e fundador Renan Campos, a música nasceu da vontade de construir algo que fosse além de simplesmente empilhar peso sobre peso.
“Queria trazer um verso em valsa, um refrão mais explosivo e uma melodia forte, que conduzisse a música por caminhos diferentes.”
A busca por novos caminhos também aparece na maneira como Renan enxerga o futuro da banda. Para ele, experimentar não significa abandonar aquilo que tornou o HATEFULMURDER reconhecível.
“Não quero fazer o mesmo disco a vida inteira. Acho importante que a banda evolua, experimente e se permita buscar coisas novas. Mas, ao mesmo tempo, não sinto que perdemos a nossa essência.”
E talvez esteja justamente aí uma das características mais interessantes dessa nova fase. Em vez de tentar encontrar uma definição confortável para o som da banda, o HATEFULMURDER parece disposto a deixar que ele continue em movimento.
“Se alguém me perguntar hoje qual é exatamente o subgênero dentro do Metal que o HATEFULMURDER faz, eu sinceramente não saberia responder”, admite Renan. “E, de certa forma, acho que isso é algo positivo. Talvez a nossa identidade esteja justamente em não precisar caber em uma única definição.”
Visualmente, o videoclipe de “I Give My Soul” acompanha essa mudança com uma estética sombria e uma performance intensa, reforçando a atmosfera da música e a presença de Giulia à frente da banda.
Mais do que apresentar uma nova formação, o lançamento sinaliza um momento de expansão para o HATEFULMURDER. A banda quer experimentar, ampliar sua sonoridade e descobrir novas possibilidades sem abrir mão da essência construída ao longo dos anos.
FORMAÇÃO TOTALMENTE ENTROSADA
Atualmente formado por Giulia Roiz (vocais), Renan Campos (guitarra), Victor Magalhães (baixo) e Thomás Martinoia (bateria), o HATEFULMURDER já mira os próximos passos: a banda se prepara para levar essa nova fase aos palcos europeus em 2027.
E se “I Give My Soul” é apenas o primeiro capítulo dessa nova história, o recado está dado: o HATEFULMURDER não pretende repetir o passado — quer descobrir o que existe depois dele.
- 2:00 PM
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