Megadeth em Brasília: Uma Noite de Peso

9:21 PM


Se no primeiro semestre a agenda de grandes shows de rock/metal em Brasília não era nem um pouco favorável para os roqueiros da capital, neste segundo semestre a situação já começa a melhorar. Mês que vem teremos Whitesnake; Em Novembro, Guns'n'Roses e ontem tivemos Megadeth. A banda, que atualmente está em turnê para divulgar o comentadíssimo, elogiadíssimo, premiadíssimo, bem sucedidíssimo acabei de inventar essa, álbum “Dystopia”, se apresentou ontem no Net Live fazendo a alegria dos bangers brasilienses. 

A abertura ficou por conta do Angra, que, por agora, tem feito uma série de shows comemorando os 20 anos do emblemático “Holy Land”. Apesar de ter sido uma apresentação obviamente curta, os caras fizeram bonito com um setlist que abarcava música de períodos diferentes da carreira do grupo. De “Newborn Me” (do último álbum, “Secret Garden”) à clássicos como “Rebirth” e “Nova Era”, foi um belo “aquecimento” para o que estava por vir. Alguns fãs ainda tinham esperança de ver Kiko Loureiro fazendo uma mini participação especial com a banda, o que não aconteceu. 

Quase uma hora de espera depois, entre trocas de equipamento, montagem de palco e ansiedade generalizada, as luzes se apagam e a introdução “Prince of Darkness” é executada. De repente, Dave Mustaine e cia. entram com tudo e mandam “Hangar 18” e “The Threat is Real”, esta do último álbum, sob os gritos e as palmas de uma plateia insanamente barulhenta.


A banda em ação (fonte: Megadeth Brasil - Rust in Page, Facebook)
Após esse começo “suave”, Mustaine cumprimenta o público, diz que é um prazer tocar em Brasília, que o setlist terá “algumas músicas novas, outras antigas” e que a próxima será dedicada ao ex-companheiro de banda, Nick Menza, que infelizmente nos deixou no começo do ano e cujo nome foi aplaudido pelos fãs em sua memória. E nada melhor do que homenageá-lo com uma pedrada do nível de “Tornado of Souls”. Assim que os primeiros riffs da música ecoaram pelo local, era impossível conter a vontade de pular e bater cabeça, como um bom headbanger tem a obrigação de fazê-lo quando um clássico do Metal é executado ao vivo, e o público entendeu isso muito bem. 

“Poisonous Shadows”, “Wake Up Dead” e “In My Darkest Hour” mostraram um Megadeth afiadíssimo. Uma verdadeira máquina de fazer solos e riffs marcantes. A bateria potente de Dirk Verbeuren era digna de causar abalos sísmicos, o baixo tempestuoso de David Ellefson fazia um par perfeito com a guitarra ensurdecedora e a voz cavernosa de Dave Mustaine, e por último, mas não menos importante, Kiko Loureiro, o tesouro “novato” da banda mostrava porque é um guitarrista de alto nível que merece ocupar o cargo de integrante do Megadeth com louvor.  


Kiko Loureiro, o mais novo integrante do Megadeth, fazendo a guitarra chorar (fonte: Megadeth Brasil - Rust in Page, Facebook)
Na instrumental “Conquer or Die” Kiko fazia o que sabe fazer de melhor. Difícil é escolher apenas um momento do show em que ele se destacou. Tocava e solava como se fosse a coisa mais fácil do mundo, como se tivesse nascido para fazer aquilo pelo resto da vida. Mal a música havia terminado e emendaram, sem pausa pra respirar, com “Fatal Illusion” em seguida, que também foi recebida com empolgação pelos fãs. Uma baita cacetada para os ouvidos. 

“She Wolf”, de um longínquo Cryptic Writings de 1997; A dobradinha furiosa “Dawn Patrol/Poison Was The Cure” do clássico Rust in Peace; “Sweating Bullets” do Countdown to Extinction; A melancólica balada “A Tout Le Monde” e “Trust” foram cantadas palavra por palavra pelo público. Cada canção executada era um convite para revisitar uma fase diferente da carreira da banda. 

Uma pequena pausa antes da próxima música é feita e Mustaine fala mais algumas palavras sobre o álbum recente, era a deixa para a apocalíptica “Post American World” aparecer e acompanhada de “Dystopia”, a faixa título, logo após.  


Carismático, o vocalista Dave Mustaine, entre uma música e outra, se comunicava com o público.
(fonte: Megadeth Brasil - Rust in Page, Facebook)











Eis que imagens de um conhecido clipe surgem no telão e a galera vai à loucura. A atemporal “Symphony of Destruction” é despejada sob os tradicionais gritos de “Megadeth… Megadeth...” por parte do público, mas a pancadaria não parou por aí. Em seguida, David Ellefson, como um integrante da orquestra do fim do mundo, dedilhou os primeiros acordes de baixo inconfundíveis da incendiária “Peace Sells”, música esta que contou com a aparição especial de Vic Rattlehead, mascote da banda, no coro fervoroso de “Peace Sells… But Who's Buying?”. E para encerrar o show e abalar de vez com as estruturas da casa, uma das mais esperadas da noite, “Holy Wars”, caiu como uma bomba para a platéia. Apenas pense em milhares de cabeças batendo em sincronia e cantando a plenos pulmões enquanto uma dos maiores canções da banda (e do Heavy Metal) é tocada pelos próprios caras ao vivo. Sem dúvida é um privilégio para poucos. 

Enfim, depois da 'santíssima trindade' de clássicos do Megadeth, o show termina e Dave Mustaine agradece mais uma vez pela presença de todos enquanto ele e os outros integrantes são aplaudidos. Fãs se acotovelam na grade da Pista Premium para tentar pegar uma palheta, uma baqueta ou qualquer outra coisa que os faça lembrar dessa noite épica. A noite em que o Net Live ficou pequeno diante de um dos gigantes do Thrash Metal. 



Megadeth - Dystopia Tour - Net Live - 12/08 - Setlist: 

Hangar 18
The Threat is Real
Tornado of Souls
Poisonous Shadows
Wake Up Dead
In My Darkest Hour
Conquer or Die
Fatal Illusion
She Wolf
Dawn Patrol/Poison Was the Cure
Sweating Bullets
A Tout le Monde
Trust
Post American World
Dystopia
Symphony of Destruction
Peace Sells
Holy Wars... The Punishment Due


  

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