Charming Liars, nova relevação do rock alternativo, se apresenta para o público brasileiro

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Um dos novos nomes do rock alternativo causou uma boa primeira impressão no público paulistano, que conferiu ao vivo o novo trabalho de estúdio

Texto: Ingrid Natalie (twitter: @ingridnatalie)

Londres e Los Angeles são duas das mais importantes cidades na história da música internacional. Agora, imagine uma banda que tem raízes nesses dois berços do rock'n'roll. Essa banda chama-se Charming Liars. O trio, nascido em 2013, é atualmente formado por Kiliyan Maguire (vocal), Mike Kruger (baixo) e Karnig Manoukian (guitarra). Apesar do pouco tempo de estrada, eles já possuem 3 EPs, estreando com "New Disorder" (2013) e "Delete.Repeat" (2015). O grupo também excursionou ao lado de Janes Addiction, New Politics e Alice in Chains na turnê Rockstar Uproar. Além disso, os músicos trabalharam com os produtores Bob Rock e John Fields que tem carregam no currículo Metallica, e Soul Asylum.

Uma curiosidade é a respeito do nome da banda. O título surgiu de maneira inusitada, após um encontro em um bar na cidade de Nashville, onde eles tentaram deixar o local sorrateiramente sem pagar a conta. Em seguida uma das garçonetes começou a chamá-los de diversos nomes, e um deles era "Charming Liars".

Em 2016, o Charming Liars se prepara para o lançamento de seu terceiro EP e que terá a produção musical de Karnig Manoukian, guitarrista do grupo. Este novo trabalho certamente exibirá um amadurecimento na sonoridade da banda evidenciando o crescimento e a evolução dentro do conceito do rock alternativo.

Eles passaram em São Paulo no dia 24/04 durante o Premier 89, projeto criado pelo Rádio Rock com o objetivo de apresentar novas bandas. Charming Liars já integrava a programação da emissora com a música "Burn", single bem recebido pela público que agora teve a oportunidade de vê-los ao vivo. Conversamos com trio que nos revelou detalhes sobre o próximo registro de estúdio e passagem por terras tupiniquins. Veja:

FRS: Vocês são originalmente de Londres, mas tem morado em Los Angeles. A cidade influencia as suas músicas?

Mike: Eu acho que é difícil não ser influenciado. É difícil dizer qual tipo de música teríamos escrito se continuássemos em Londres. Mas, estar cercado por músicos e morar em uma cidade musical como Los Angeles, com estúdios e bandas tocando definitivamente nos ajuda a manter a vontade e a excitação.

Kiliyan: Eu cresci em Los Angeles. Obviamente esses caras são de Londres, mas eu sou bastante influenciado por bandas que surgiram na cidade em anos passados e atuais também. Há muita música sendo criada a todo instante. Estamos sempre absorvendo desse ambiente sônico. Então sim, definitivamente nos impacta.

FRS: Vocês estão prontos para lançar o quarto EP. Qual deles foi o mais desafiador para gravar?

Mike: Certamente o primeiro. Porque é o seu primeiro. Com cada registro nós ficamos melhores, eu espero (risos). Acho que nós encontramos o nosso som. Karnig está fazendo a produção o que torna o processo muito mais confortável e calmo porque nós vamos no nosso ritmo. Podemos escrever uma música e depois voltar nela. Temos o controle total. Diria que o terceiro foi o mais fácil, e o próximo será mais fácil. Ele surgiu mais rápido. E veio mais naturalmente. Não nos levou muito tempo para escrever.

FRS: Como funciona o processo de composição para vocês?

Kiliyan: Cada música é diferente. Uma canção pode levar uma semana para esquematizar. Nós escrevemos "Soul", por exemplo, em torno de um dia. Cheguei de noite em casa após estudar a melodia e simplesmente aconteceu. Varia bastante.

FRS: Algo interessante sobre "Soul" é que a primeira vez que a ouvi, pude me imaginar no Lollapalooza. Eu realmente achei uma grande música. Qual foi a influência para essa música?

Kiliyan: Eu quis falar sobre as lutas e sucessos que surgem com o caminho de seguir quais sejam os sonhos e objetivos que você tenha e abraçar os altos e baixos.

FRS: O vídeo de "Soul" é uma animação. Por que vocês decidiram fazer dessa forma?

Kiliyan: Nós realmente nos interessamos com a ideia de fazer um vídeo animado. Queríamos tentar fazer algo diferente ao invés de estar no palco, tocando. Seria legal com "Soul". Mas, queríamos fazer outra coisa, e uma maneira bacana de visualmente descrever o que estávamos cantando e tocando. O vídeo tem a ideia de mostrar a tela dividida, 2 histórias diferentes, 2 pessoas diferentes e 2 jornadas diferentes. 

Assista ao vídeo do single"Soul", produzido pela Sharpball, empresa especializada em animação: 




FRS: 89FM nos apresentou vocês. Qual o papel de uma emissora de rádio nessa era digital na qual vivemos?

Mike: Essa é uma pergunta muito interessante porque pode ir por 2 lados. Por um lado uma emissora de rádio é a última parada, pessoas escutam música no seu próprio tempo e aparelho e ter alguém escolhendo o que você vai ouvir parece ser antiquado. Para mim, particularmente, rádio é algo que eu escuto no carro e acho muito importante não fazer uma escolha, ter alguém tomar essa decisão por você, locutor na rádio dizendo "hey! aqui tem uma banda que você não conhece" e ter uma oportunidade de ser ouvido por milhares de pessoas. Isso é muito importante para uma jovem banda como a nossa. Portanto, o papel de uma emissora de rádio continua importante, mas de uma maneira diferente de como era originalmente.

FRS: Vocês tem aplicativos como spotify nos seus celulares?

Mike: Nos ainda temos iPod (risos)

FRS: Vocês pareciam muito a vontade no palco no domingo (24/04). Como tem sido sua passagem no Brasil até o momento?

Kiliyan: Estou adorando

Mike: As pessoas tem sido muito legais e simpáticas. A cidade é muito bonita também. A comida é ótima. Foi acima de qualquer expectativa, até mesmo no show no outro dia. Eu sei que nos divertimos muito. Certamente valeu a pena.


Charming Liars durante apresentação no Premier 89 no dia 24/04 - Foto: Ingrid Natalie
FRS: O novo EP deve ser lançado esse semestre. O que os fãs podem esperar desse novo trabalho?

Kiliyan: Tem várias atmosferas diferentes. Definitivamente tem muita coisa boa lá. 

FRS: Como os fãs poderão adquirir o novo registro?

Mike: Todo lugar onde a música é vendida por streaming. Fica encargo do ouvinte, como ele quer consumir a música. Eles ainda podem comprar o CD físico se assim quiserem. Na verdade, nós vamos também lançar em fita cassete. Existem tantas formar de consumir música. No final é a sua preferência. 

FRS: Uma pergunta final, podemos esperar uma próxima vinda de vocês para o Brasil?

Mike: Eu realmente espero que sim. Nós queremos muito. Como eu disse, É bem longe, mas ao mesmo tempo não vejo o porque uma banda não deveria tocar em todos lugares do mundo. Pessoas tem a chance de ouvir a sua música então porque não ter a chance de ver ao vivo? Enquanto vocês nos quiserem aqui, nós viremos e talvez vamos voltar de férias

Confira o vídeo da entrevista: 


Onde encontrar a banda? 

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