Autenticidade em primeiro lugar!

5:02 PM


Por: Ingrid Natalie (@ingridnatalie)


Simples e objetivos, esses são dois adjetivos que podemos usar para classificar a banda Endhema da zona norte da capital paulista. A banda se formou em 2008 com a missão de mostrar músicas que tenham um conteúdo e façam as pessoas refletirem. Para quem aprecia a essência do rock nacional especialmente dos anos 80 não deve deixar de conferir esta banda cheia de potencial e originalidade . Leiam abaixo a entrevista muito descontraída que fizemos com esse trio que conta com Enyo (vocal e baixo), Mário (guitarra) e Demilson (bateria).


FRS: Como surgiu o nome “Endhema” ?


Mário: Quando a banda teve essa nova formação, porque eu fui o último a entrar, tivemos que mudar de nome. Ficamos umas 5 semanas pensando em um nome e cada semana vinhamos com um nome diferente. Teve um certo dia que veio uma ideia na cabeça de colocar o nome da banda com as iniciais do nosso nome. Endema que seria En de Enyo, De Demilson e Ma de Mário. Depois de uma semana “esse nome ficou legal” passaram umas 2 semanas e descobrimos uma banda com o mesmo nome só que “agora tem que ficar esse” e colocamos um h para diferenciar .


FRS: Quais são as influências da banda?


Demilson: Offspring, Bad Religion, CPM22


Mario: Pop/rock nacional. Minha influência é totalmente diferente, mas a gente toca mais músicas nacionais. Eu gosto de metal desde Sepultura até o Black Metal mais pesado.


Enyo: Os sons são um tipo pop/rock, mas vai desde pop/rock até o heavy, que são as influências de cada um, mas tudo dosado na medida pra não ficar aquela coisa meio gritante. Então vai desde Legião Urbana até Sepultura, só que é muito mais voltado pro rock nacional do que para uma coisa de fora.


FRS: Quais são as influências pessoais de cada um?


Demilson: Minha referência sou eu mesmo. Eu não procuro me inspirar muito nos outros não porque eu gosto de inovar. Não tenho o hábito de fixar num batera. Mário: Pra mim um guitarrista que me influenciou muito é o Andreas do Sepultura e também Kerry King do Slayer. Me espelho um pouquinho neles, mas sempre tentando ter uma marca pessoal... enfim ser eu mesmo.


Enyo: Influências tem bastante. Eu começei escutando mais Green Day e depois Iron Maiden e tal influências são essas, mas desde então tentei fazer a mesma coisa que o Demilson, criar o próprio estilo do que imitar alguém. Acho que na medida do possível até tenho conseguido fazer não sei se sou um eximio baixista, mas tento fazer sempre o melhor até porque para dar um diferencial.


FRS: Como é o processo de composição das músicas?


Demilson: Eu acredito que temos uma pequena fábrica de músicas...rsrsrsrs...no nosso caso o baixista e vocalista Enyo. Ele é fora de série. Se você para para analisar as letras das músicas você vai ver que a música tem um sentido. Tem começo, meio e fim.


Mario: Sempre há uma parcela de todos, mas claro que a grande parcela é o Enyo. Ele vêm com toda a base, a letra e mais ou menos a ideia do ritmo e alteramos uma coisinha porque ele está com aquela visão limitada do que ele fez e nós que estamos de fora acabamos vendo outras coisas diferentes e que acaba ficando um pouco melhor.


FRS: A internet tem sido uma ferramenta eficaz pra vocês?


Demilson: O começo da banda veio através da internet.


Mario: Sem internet não teria o Endhema, não teria a proporção do que a gente está tendo. A gente tem uma grande gama de amigos que conversam com a gente. Eu sou meio que dependente da internet. Conheci o Enyo também pela internet. No dia que comprei o computador, não tinha internet banda larga ainda então fui testar o computador. Entrei num site de bate-papo aí conheci o Enyo que por coincidência morávamos no mesmo bairro. E aí começou a história do Endhema.


FRS: Como tem sido resposta do público com relação as músicas e nos shows?


Enyo: hoje eu me surpreendo, pq fazemos músicas simples e bem objetivas. Conversei com um rapaz no messenger que elogiou uma música que a gente fez e comentou a letra da música em si. Eu fiquei surpreso e no show a mesma coisa. Cada show é um show, ás vezes podemos estar num dia bom ou num dia que não podemos satisfazer tanto as pessoas, mas no geral a gente toca como se estivesse ensaiando...numa boa, tranquilos...mas sempre fazendo uma coisa mais certa.


FRS: Sei que vocês estão gravando um álbum inédito e como está o andamento das gravações?


Mario: até o momento estamos com a bateria gravada, depois eu vou pro estúdio gravar as guitarras e depois o Enyo vai pra gravar o baixo e o vocal. Provavelmente a gente segure um pouquinho o lançamento do CD pra acertar algumas coisas, vamos ouvir bastante as músicas pra corrigir alguma imperfeição antes de soltar pra um grande público. Até o meio de setembro vamos soltar o CD tanto digital como físico.


Enyo: banda independente rala bastante e precisa ter algo para cobrir os gastos e agora pensar em ter lucros imensos é algo difícil. A princípio a gente quer mais divulgar do que obter lucro, a gente quer primeiro que o pessoal goste e levar o CD vai ser muito bom pra nós, gostou e vão ouvir. Na medida do possível vão ao show por gostar da gente e não literalmente pra gente ter um lucro.


FRS: Cota de ingressos estipulada pelas casas de show é cruel na visão de vocês?


Mario: Há casos e casos. Tem algumas casas que fazem uma coisa meio que desumana. A banda que está realmente interessada em fazer acontecer a coisa se submete a essas casa, já outras casas vai por boa vontade. Há algumas pessoas que ainda querem ver a cena funcionando então acabam não cobrando a cota, pede pra banda ir e tentar levar o máximo de pessoas possível pra fazer acontecer, mas eu acho que a maior parte ainda cobra cotas e cotas altas e as bandas como querem fazer o show acabam se submentendo a essas casas. A gente já fez isso e faz isso, não é uma coisa boa porém a gente não está vendo outra saída então depois que a gente gravar o cd e tentar fazer o máximo de propaganda possível pra gente de repente alguma casa que realmente tenha interesse na banda e não na grana possa ver a gente e chamar a gente pra tocar sem ter uma cota de ingressos.


FRS: Rock nacional atual está mais focado mesmo no visual do que realmente no som?


Mario: No nosso caso tem um produtor que ajuda bastante a gente, o Carlos Vugo. Ele não está interessado em ver gente bonitinha no palco, ele quer ver gente tocando bem e correndo atrás, ele quer seriedade acima de tudo. Esse propósito dele é querer fazer algo sério. Eu acho isso muito nobre hoje em dia.


Enyo: A gente fica um pouco preocupado. Pra quem teve oportunidade de nos ouvir, a gente procura ser o mais autêntico possível não copiar o que já existe. Lógico que as bandas com um pouco de inteligência tem que ter um diferencial. Já começa pela formação nossa que é um trio, já passou pela nossa cabeça ter um quarto elemento, mas a gente começou como um trio até pelas nossas influências Legião Urbana como citado. Hoje a gente vê muitas bandas preocupadas com a estética, não sei se é o princípio da gente, claro que aparência também conta, mas estamos muito mais preocupados em fazer um som com mais objetividade do que uma coisa comercial.


Mário: Tem que ter um meio termo. Não adianta sermos totalmente autênticos e fazer algo fora do comum, é complicado. A gente chegar num som próximo do comercial tb claro não esquecendo a originalidade com as influências de cada um e não só ligar pro comércio, pensamos nisso, mas queremos manter nossa postura.


Demilson: eu acho que o rock anda muito rotulado e vc faz uma letra que estoura e aquela banda sumiu. Tem várias bandas por ai umas letras ótimas e não faz um prosseguimento. Eu acho que é isso que está faltando. O Rock em dia é muito carente de letras, objetividade, originalidade em si.


FRS: Qual o significado do Endhema pra vocês?


Demilson: amizade, família, convivência, lazer pq cada um de nós não faz por interesse, faz pq gosta.


Mario: pra mim é a maior fonte de lazer. Não vejo outra forma de diversão melhor do que isso, mas com muita seriedade.


Enyo: é o lazer misturado com amizade. É a maior satisfação pessoal que tenho.


FRS: Oque a banda espera no futuro?


Demilson: a princípio é crescer e crescer e seja o que Deus quiser. Lançar vários sucessos. Nós não estamos pra ganhar dinheiro e sim pra divertir e chegar no coração de cada um e fazer as pessoas refletirem com nossas letras.


Mario: bem promissor, as músicas são bem legais. Temos nosso produtor nos ajudando, que quer ver a coisa acontecer. Se tivermos bastante seriedade e disciplina a gente vai conseguir alguma coisa legal e nos fazer sentir maior. Há uma série de fatores, mas estamos fazendo um trabalho sério e com disciplina e tenho em mente que vamos conseguir atingir algo grandioso no futuro.


Enyo: como tem no trecho de numa música nossa “é esperar e ver oq vai acontecer” . Eu acho que vai ser bem promissor, é tudo uma questão de tempo só que a tendencia é um crescimento muito bom. Esperamos dar um prosseguimento nesse trabalho.


Agradecimentos:


Enyo: aos amigos de banda, pela paciência, minha família, ao amigos do Dogma e todas as meninas do blog.


Mario: Ingrid pelo convite, aos leitores do blog, e aos palhaços de banda...rsrsrsrs


Demilson: aos irmãos de banda, a minha esposa e as meninas do blog  pela atitude nobre com as bandas independentes.


Membros:


Enyo - vocal e baixo


Mario - guitarra


Demilson - bateria


Aonde ouvir? http://www.myspace.com/endhema 

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